A cada desafio ver o que eu fazia de errado é dramático. Claro que têm muitas coisas que eu faço que são corretas e que não precisaria do livro para fazê-las.
A grande questão é que ao tentar melhorar, a gente acaba esperando um reconhecimento ou também que a outra pessoa passe a fazer certas coisas que você gostaria. Então você cai numa grande armadilha, porque amar não é isso, é se doar sem esperar nada em troca, é fazer pelo outro por amor e não por benefício próprio. Com isso, percebo mais uma vez que estou errada e tenho que mudar minha visão e percepção, mais uma vez.
Às vezes dói até fisicamente, porque o esforço de ser a cada dia melhor, ser aquilo que Deus quer que eu seja no meu relacionamento é muito doloroso. Reconhecer os próprios erros e falhas é muito digno, mas trabalhar cada um deles e mudar sua forma de agir nas mais variadas situações, por amor, é mais difícil do que muitas pessoas podem imaginar. Ter uma visão mais positiva, encarar problemas e adversidades de uma outra maneira, expor meu ponto de vista sem criar conflitos, entender as necessidades do outro, me doar, sorrir quando quero chorar, ser sábia.
Pra piorar estou na TPM, um momento em que fico absurdamente sensível e carente, mas tenho que ser forte e abstrair certas necessidades minhas. Porque se eu me deixar levar por isso, vou cobrar, reclamar, choramingar, ou seja, ser chata. Num momento em que ele está envolvido com estresses no trabalho e preocupações com relação ao pagamento da nossa casa e a tantas coisas que faltam pro nosso casamento. Eu não tenho direito de me deixar levar por besteiras, tenho que parar de ver as coisas pequenas e focar no que realmente importa.
E a cada dia Deus tem me ajudado a ver com mais facilidade a grandiosidade de tudo que tenho.
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